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Na lista de espionados da Abin, Omar diz que não encontraram nada contra ele

  • blogdojucem
  • 11 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes tirou, nesta quinta-feira (11), o sigilo da quarta fase da operação Última Milha, deflagrada hoje para apurar desvios na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) espionou adversários e aliados políticos e jornalistas.


Na lista dos espionados está o senador pelo Amazonas Omar Aziz (PSD), que classificou o caso como prova de que foi vítima durante quatro anos de perseguição por parte de agentes do chamado gabinete do ódio que funcionava na Abin.


“Fui informado hoje que meu nome estava na lista das pessoas monitoradas pela Abin sob ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lista essa tornada pública pelo STF, que mandou prender parte do grupo responsável pelas investigação ilegal. Foram quatro anos de perseguição, averiguação e análise da minha vida sem nada encontrarem. Porque não devo nada!”, afirmou Omar Aziz.


O senador também afirmou que o caso mostrou que ele caminhou do “lado correto da história”, em parceria com os que defenderam a democracia brasileira e lutaram pelo povo apesar das adversidades e problemas que isso causou ao longo do governo Bolsonaro.


“Tive a vida devassada, fui acusado e atacado. E permaneci de cabeça em pé enfrentando os detratores e lutando por um Brasil e por um Amazonas melhor. Assim permanecerei”, concluiu Omar Aziz.


O senador Omar Aziz atraiu a ira do ex-presidente e do grupo de aliados dele após presidir com pulso forte a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, em 2021, quando foram revelados detalhes de como o governo tratou sem os devidos cuidados e prevenção os efeitos da pandemia da Covid, sobretudo em relação a crise de falta de oxigênio em hospitais de Manaus, em janeiro daquele ano.


Com um relatório duro contra Bolsonaro, mas sem respaldo do então Procurador-Geral da República, Augusto Aras, Omar Aziz e senadores que integraram a CPI voltaram a carga em março deste ano, numa audiência com o atual PGR, Paulo Gonet, cobrando que aquela investigação se transforme em ação penal contra Bolsonaro e as quase 70 pessoas acusadas de crimes contra a saúde pública durante a pandemia.


Conforme a lista que integra a investigação Última Milha, foram espionados as seguintes personalidades:


Senador Omar Aziz (PSD);

Senador Alessandro Viera (MDB/SE);

Senador Renan Calheiros (MDB/AL);

Randolphe Rodrigues (Sem partido/AP);

Deputado Federal Arthur Lira (PP/AL), presidente da Câmara dos Deputados;

Deputado Federal Kim Kataguiri (União Brasil/SP)

Ex-deputado e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (União Brasil/RJ);

Ex-deputada federal Joice Hasselman (PSDB/SP);

Jornalista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo);

Jornalista Vera Magalhães (TV Cultura e O Globo).

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