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Aprovados em concursos da Sema e do Ipaam cobram nomeações em protesto pacífico; governador promete convocação ainda em 2026

blogdojucem
há 13 horas
3 min de leitura

Aprovados nos concursos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) realizaram um protesto pacífico na manhã desta quarta-feira, 9, durante uma solenidade na sede das duas instituições, para cobrar do governo do Amazonas a convocação dos novos servidores. Durante o evento, o governador Roberto Cidade afirmou que pretende iniciar as nomeações ainda este ano.


A manifestação reuniu integrantes das comissões de aprovados dos dois concursos, que levaram cartazes ao local e aproveitaram a presença do governador para reforçar a cobrança. Para Iris Leite, aprovada no concurso da SEMA, a mobilização alcançou o objetivo de chamar a atenção do governo para a situação.


“Foi uma manifestação pacífica, um direito constitucional que a gente tem, então não teve nenhuma irregularidade, mas surtiu o efeito necessário. A gente foi visto pelo governador e, de certa forma, cumprimentado. Ele fez a promessa das convocações, então a avaliação é positiva”, afirmou.


Segundo Iris, a presença dos aprovados, porém, causou incômodo em alguns funcionários temporários e na equipe de comunicação da secretaria.


Para Kleiton Morais, aprovado no concurso do IPAAM, a manifestação serviu para tornar pública uma reivindicação que, segundo ele, precisa ser tratada como prioridade pelo poder público. Ele considera que a sinalização dada pelo governador demonstra que a cobrança foi compreendida, mas afirma que a demora nas nomeações tem consequências que ultrapassam os interesses dos próprios aprovados.


Morais destaca que a insuficiência de servidores compromete atividades essenciais da área ambiental, como o monitoramento de dados climáticos, o planejamento e o apoio à formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas e das vulnerabilidades do Estado.


“Cada dia sem as nomeações é um dia em que o meio ambiente do Estado sofre as consequências e o poder público deixa de agir em prol da população”, afirmou.


Durante a solenidade, Roberto Cidade observou os cartazes levados pelos aprovados e afirmou que o governo pretende convocar os candidatos ainda em 2026. O governador, no entanto, mencionou a necessidade de observar as restrições impostas pela legislação eleitoral antes de realizar as nomeações.


“Nós homologamos esse concurso público e agora a gente tem que ver as vedações eleitorais para não cometermos nenhuma irregularidade. Mas em breve eu faço questão de estar [presente], e este ano ainda nós vamos estar iniciando a convocação dos aprovados do concurso da SEMA e do IPAAM”, discursou.


A comissão de aprovados contesta a existência de impedimento eleitoral para as nomeações. Segundo a categoria, os concursos foram homologados em junho de 2026, antes do início do período de vedação eleitoral, e, por isso, a legislação não impediria que as convocações fossem realizadas neste momento. Os aprovados defendem que a efetivação das nomeações depende, principalmente, de decisão política e disponibilidade financeira por parte do governo.


A justificativa relacionada ao orçamento também é questionada pelos candidatos. Iris Leite afirma que, enquanto o governo aponta limitações financeiras para efetivar os aprovados, contratos temporários continuam sendo renovados.


“Enquanto dizem que não têm orçamento, fazem renovações de contrato e pagam vários temporários, e a gente sabe que existe o escândalo dos cabides políticos”, argumentou.


Para os aprovados, a recomposição do quadro efetivo da SEMA e do IPAAM é necessária não apenas para garantir o aproveitamento dos candidatos classificados, mas também para fortalecer a capacidade do Estado de responder aos desafios ambientais e climáticos do Amazonas.


A categoria espera que o governo adote critérios técnicos para reforçar as instituições ambientais e cumpra os compromissos climáticos assumidos na COP realizada em Belém no ano passado. Para os comissão, a execução dessas políticas exige servidores especializados e estrutura capaz de transformar os compromissos firmados em ações concretas, com reflexos diretos no bem-estar e na segurança da população amazonense.


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