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Novo golpe, “Vírus do Orçamento” se espalha rapidamente por meio do WhatsApp

  • blogdojucem
  • 27 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Um novo golpe digital que tem se espalhado rapidamente por redes sociais e aplicativos de mensagens. É o chamado “vírus do orçamento”, um malware que tem como alvo o roubo de dados pessoais e bancários de usuários, principalmente por meio do WhatsApp Web.


De acordo com a corporação, criminosos estão utilizando links e arquivos falsos para disseminar o vírus, que se instala no dispositivo e permite acesso remoto às informações do usuário. O golpe começa quando a vítima recebe um arquivo compactado, geralmente com nomes falsos como “ORCAMENTO.zip” ou “COMPROVANTE.zip”, enviado por um contato que já foi infectado. Ao abrir o arquivo, o programa malicioso é executado, contaminando o computador e possibilitando que os golpistas acessem senhas, dados bancários e históricos de navegação.


A disseminação do vírus ocorre automaticamente: o malware usa a sessão ativa do WhatsApp Web para enviar o mesmo arquivo a todos os contatos da vítima, o que amplia rapidamente o número de pessoas atingidas. “A recomendação é simples: não abra links nem arquivos desconhecidos, mesmo que enviados por amigos ou familiares”, reforçou a Brigada Militar em comunicado.


Entre os principais sintomas de infecção, os especialistas apontam mensagens automáticas enviadas pelo WhatsApp Web, lentidão repentina no computador, travamentos, além de pop-ups pedindo senhas ou atualizações suspeitas. Em alguns casos, antivírus também podem emitir alertas sobre arquivos contaminados.


A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou o vírus como Maverick e afirmou que o Brasil é o principal alvo da campanha. Segundo a empresa, os hackers aproveitam momentos de maior atividade online para lançar ataques em massa, o que reflete a sofisticação crescente das quadrilhas digitais. O país está entre os mais visados por criminosos virtuais na América Latina, de acordo com o relatório mais recente da companhia.


A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, orienta os usuários a não abrir anexos inesperados, mesmo que pareçam confiáveis. A recomendação é confirmar a origem do arquivo por outro meio, como uma ligação telefônica, antes de baixá-lo.


Para reduzir os riscos, especialistas sugerem algumas medidas básicas de proteção:


Ativar a autenticação em duas etapas no WhatsApp e nas contas de e-mail;

Usar senhas diferentes para cada serviço online;

Manter o antivírus atualizado em todos os dispositivos;

Fazer backups regulares de arquivos importantes em unidades externas.

A Brigada Militar destacou ainda que, apesar da atuação das autoridades, a atenção e o cuidado dos usuários são as melhores formas de prevenção. A corporação recomenda que casos suspeitos sejam comunicados à polícia e que o alerta seja compartilhado com familiares e amigos para evitar novas vítimas.


Com o avanço das fraudes digitais, as forças de segurança reforçam que golpes como o “vírus do orçamento” têm se tornado mais frequentes e sofisticados, explorando a confiança entre contatos para se espalhar. O alerta é claro: a prudência digital é hoje uma das principais formas de autoproteção no ambiente online.


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