Startups da sociobioeconomia amazônica se destacam em ranking de negócios que mais crescem no Brasil
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Startups da sociobioeconomia amazônica se destacam em ranking de negócios que mais crescem no Brasil

  • blogdojucem
  • 12 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Duas startups do portfólio da AMAZ Aceleradora de Impacto se destacaram na edição 2025 do Ranking Exame Negócios em Expansão, na categoria de R$ 5 a 30 milhões de faturamento anual: a Navegam, que revoluciona a mobilidade no Amazonas, ao digitalizar a venda de passagens fluviais e facilitar o acesso entre os municípios ribeirinhos, e a Mahta, que combina ciência e saberes ancestrais para criar superalimentos que regeneram tanto o corpo humano quanto o bioma amazônico.


A seleção, reconhecida nacionalmente, é realizada pela revista Exame em parceria com o BTG Pactual, e avalia empresas de alto crescimento com base na variação percentual da Receita Operacional Líquida (ROL). Navegam e Matha fazem parte do seleto grupo de 470 negócios que mais crescem no Brasil e já haviam sido ranqueadas em edições anteriores. Em 2024, a Mahta ocupou a 3ª posição nessa faixa de faturamento e a Navegam também figurou no ranking de 2023 e retorna em 2025 como referência no setor de logística fluvial na Amazônia – um dos maiores desafios da nossa região.


Para a CEO da Navegam, Michelle Guimarães, estar no ranking é uma grande oportunidade para mostrar o trabalho desenvolvido pela startup, além de inspirar outros empreendedores.


“Eu tenho uma relação muito especial com a Exame, desde os anos 2000, quando eu tinha 15 anos. Eu era assinante e sonhava um dia estar presente na revista de alguma forma. E hoje, 25 anos depois, a minha empresa, juntamente com os meus sócios e toda a história que carregamos, está presente na Exame, no ranking Negócios em Expansão. É um reconhecimento e tanto”, declarou a empreendedora de impacto.

Segundo o CEO da Mahta, Max Petrucci, a aparição na lista de empresas evidencia a evolução contínua da startup, e reforça a relevância de modelos de negócio que aliam inovação, propósito e sustentabilidade em todas as etapas do crescimento.


“Para a Mahta, o maior reconhecimento está em mostrar que é possível crescer de forma acelerada sem renunciar ao nosso compromisso com o impacto social e ambiental. Enquanto muitas empresas veem isso como um obstáculo ao crescimento, para nós essa missão é o que nos move e define o valor que entregamos à sociedade.”, afirmou Petrucci.


O papel da Amaz nessa jornada


A presença da Mahta e da Navegam no ranking da Exame também evidencia o papel da Amaz Aceleradora na jornada de crescimento desses negócios. Idealizada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), a Amaz tem como missão impulsionar empresas que atuam com impacto socioambiental positivo e que nascem a partir das necessidades e potenciais da região amazônica.


Para Gabriela Santos, Líder de Novos Negócios do Idesam, o reconhecimento nacional das duas startups mostra que é possível conciliar inovação, escala e compromisso com o território. Ela ressalta a trajetória consistente de crescimento da Mahta, e sua evolução mesmo diante de cenários desafiadores, aliada a um modelo de impacto baseado em regeneração ambiental e valorização da sociobiodiversidade.


“A Mahta se destaca por cocriar soluções que respeitam saberes tradicionais, fortalecem cadeias de valor com comunidades e trazem ciência para o centro do impacto positivo. É um negócio que transforma vidas e territórios a partir do alimento e da floresta em pé.”, destacou.


Já no caso da Navegam, que apareceu na 11ª colocação do ranking geral, Gabriela destacou a relevância de uma solução construída a partir da vivência direta na Amazônia.


“A Navegam conecta comunidades e localidades antes invisibilizadas, levando acesso a bens, serviços e oportunidades por meio dos rios. Atuando em um dos maiores gargalos da região, a logística, ela tem se consolidado como a única empresa com capilaridade e experiência suficientes para tornar a logística fluvial mais acessível. A Amaz investe nessa tese por acreditar no seu potencial transformador, que vai muito além da movimentação de mercadorias, mas na ampliação de direitos, inclusão e dignidade na Amazônia profunda.”, concluiu.

Blog do Jucem Rodrigues
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