Ex-prefeito que teve casa incendiada pela população quer voltar a comandar Tapauá
- blogdojucem
- 18 de fev. de 2024
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Contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM); aumentos no próprio salário; atrasos nos pagamentos de funcionários; casa incendiada como forma de protesto e desvio de recursos marcaram a gestão do ex-prefeito de Tapauá, Almino Albuquerque (PSD), que ensaia uma possível candidatura em 2024 no município, conforme informações dos bastidores da política local.
Almino foi eleito pelo PSD em 2012 como prefeito do município com 2.285 votos e ficou no cargo até 2016. Mesmo somente por quatro anos, o tempo de mandato foi suficiente para colecionar diversas polêmicas na gestão, resultando na revolta da população, que chegou a atear fogo em parte da casa do então gestor.
Segundo as informações de bastidores , Almino já realiza visitas e até criou uma conta nas redes sociais Facebook e Instagram. Em uma de suas publicações, Almino Albuquerque serve refrigerante a crianças, aparentemente, de uma família vulnerável. “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros”, inicia a legenda do ex-prefeito.
Reprovações no TCE-AM
O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) reprovou todas as prestações de contas da gestão de Almino Albuquerque. Em 2016, a prestação de contas do ano de 2013 foi reprovada por mais de 50 irregularidades encontradas pelo Pleno, incluindo a de desvio de recursos públicos e condenou o ex-prefeito a devolver mais de R$ 26 milhões à União.
A Corte de Contas também condenou o ex-prefeito a pagar R$ 1 milhão à União após ter as contas do exercício de 2014 reprovadas por haver irregularidades na comprovação dos pagamentos.
Ainda em 2018, no mês de abril, o TCE-AM condenou Almino Albuquerque a pagar R$ 3,7 milhões referentes ao exercício financeiro de 2015, da Prefeitura de Tapauá, por falhas na entrega de relatórios orçamentários e em processos licitatórios.
Assim como as contas dos exercícios de 2013, 2014 e 2015, a prestação de contas de 2016, da gestão de Almino, também foi reprovada. O TCE-AM julgou que houve falta de transparência da gestão, o que levou o pleno a determinar a devolução de R$ 22 milhões.
Salários e protestos
Em 2013, o então prefeito aumentou o próprio salário e do seu vice, conforme o TCE-AM. O então conselheiro-corregedor da Corte, Ari Moutinho, disse que Almino ignorou o “limite de 30% da remuneração dos deputados estaduais, conforme prevê a Constituição Federal”.
Almino foi alvo de críticas e protestos em 2013 por não pagar em dia os funcionários da prefeitura, e também pelo suposto cancelamento no pagamento do auxílio-financeiro, no valor de R$ 1.200 aos universitários do município.
Na época, Almino também foi acusado, por moradores, de ter obras fantasmas e inacabadas no município.
Ainda em 2013, o ex-prefeito teve a casa incendiada pela população revoltada, e o motivo teria sido o atraso de dois meses no pagamento dos salários do funcionário da prefeitura. Na ocasião, não havia ninguém na casa e Almino teria pedido reforço e proteção policial.





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