Meio político especula que Wilson deve anunciar hoje que fica no Governo até dezembro
- blogdojucem
- há 10 horas
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O governador Wilson Lima (União) marcou para hoje duas reuniões – uma com seu secretariado e outra com seu grupo político – para anunciar o que pretende fazer neste ano eleitoral. A especulação no meio é de que ele anunciará que fica no Governo até o final, abrindo mão da disputa de uma vaga no Senado. Mas há no círculo íntimo dele quem defenda a posição antagônica.
Desde a virada do ano Wilson vem fazendo movimentos para tentar montar uma chapa competitiva para as disputas majoritárias deste ano. Todos deram errado.
Ele começou “testando” seu vice, Tadeu de Souza (Progressistas), para saber se ele seria confiável para disputar o Governo com o apoio de seu grupo. Isso depois que sua tentativa de reaproximação com o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fracassou. A ideia era promover um “racha” entre os dois amigos de infância e faze-los enfrentarem-se na disputa. A princípio o vice respondeu bem. Filiou-se a um partido controlado pelo governador, afastou-se do prefeito e passou a frequentar assiduamente os eventos governamentais, o que não fazia há mais de dois anos. Mas nos últimos dias, depois da operação Erga Omnis, a situação se investeu.
Wilson esperava que Tadeu fizesse críticas fortes a David, cuja chefe de gabinete foi presa na operação. Mas o vice-governador tergiversou, o que acendeu o sinal de alerta para o governador, que voltou a desconfiar de que os dois amigos pudessem se aliar e deixá-lo pelo meio do caminho.
Por outro lado, o governador tentou cooptar o PL para o seu palanque. A ideia seria perfilar como um dos dois nomes apoiados pela direita na eleição para o Senado, ao lado do deputado federal Capitão Alberto Neto. Não funcionou porque o principal trunfo do partido para a eleição deste ano, o vereador Sargento Salazar, bateu o pé e disse que sairia da legenda se Wilson fosse apoiado por ela.
Por fim, Wilson tentou fazer com que a família Bolsonaro respaldasse seu nome ao Senado, mesmo sem uma aliança formal com o PL no Amazonas. Recebeu um não como resposta.
Para completar, Wilson teme que, se anunciar a candidatura, seu grupo político seja desidratado, com a adesão de seus integrantes a partidos com candidato a governador definido.
Todas essas nuances apontam para a desistência de uma candidatura ao Senado, mas nada é definitivo. Quando se trata de movimentos políticos, Wilson costuma ser enigmático.




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