Bastidores da política fervem no dia em que David anuncia que será candidato a governador; Wilson surpreende e diz a interlocutores que está reavaliando candidatura ao Senado
- blogdojucem
- há 13 horas
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A segunda-feira pós-Carnaval é aquele dia considerado o início efetivo do ano. No Amazonas pode ser considerada a data em que a disputa pelo Governo do Estado pegou fogo de vez. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), anuncia hoje sua intenção de renunciar ao cargo até o dia 4 de abril para concorrer ao cargo que hoje é de Wilson Lima (União). Este, por sua vez, afirmou ontem a interlocutores que está reavaliando a possibilidade de renunciar para concorrer a uma vaga no Senado. Segundo estas fontes, o governador percebeu alguns sinais que não lhe dão segurança de que teria apoio do sucessor para chegar à Câmara Alta do país.
Desde novembro do ano passado a sucessão estadual, que parecia encaminhada para um confronto entre o senador Omar Aziz (PSD) e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), tomou novos rumos, graças principalmente aos movimentos do prefeito David Almeida. Ele se afastou paulatinamente do parlamentar, que o havia apoiado em sua reeleição, em 2024. Disse, à época, que percebeu a influência dele em processos judiciais e decisões da Assembleia Legislativa contra ele, que tiveram o andamento acelerado.
Em janeiro outro personagem entrou na corrida: o vice-governador Tadeu de Souza (Progressistas). Sempre muito discreto no cargo, ele reaproximou-se do governador, de quem estava afastado desde 2024, e passou a ocupar lugar de destaque nos eventos governamentais, além de trocar o partido de David por outro ligado a Wilson.
Neste momento Omar, David, Maria do Carmo e Tadeu se posicionam para concorrer ao Governo, mas tudo pode mudar até julho. Os dois primeiros não recuam mais. Serão candidatos em qualquer cenário. A empresária ainda terá que superar a tentativa do governador de cooptar o PF para o seu grupo político, embora o presidente estadual da legenda, Alfredo Nascimento, garanta que a candidatura dela á irreversível. E o vice-governador dependerá do movimento final de Wilson. Se este decidir continuar no cargo, sua candidatura estará inviabilizada.




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