Para Guedes, Sassá tenta enfraquecer movimento de abertura de CPI do Fundeb
- blogdojucem
- 11 de jan. de 2024
- 3 min de leitura
A briga para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Fundeb seja instalada na Câmara Municipal de Manaus (CMM) está gerando confusão entre os vereadores.
O autor do requerimento que pede a abertura da investigação da aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), vereador Rodrigo Guedes (Podemos), disse que os outros parlamentares estavam evitando assinar a folha como forma de enfraquecer o movimento, e um desses colegas é o vereador Sassá da Construção Civil (PT).
Por sua vez, Sassá retrucou ao colega e afirmou que “Guedes está mentindo para os vereadores para poder coletar as assinaturas”, pois, “ele sabe que os vereadores estão de recesso [parlamentar] e, por isso, está fazendo palanque político para se autopromover”.
Ainda segundo o presidente da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio, Trabalho e Renda da CMM, por causa das afirmações de Guedes, ele irá processá-lo por calúnia e difamação na próxima segunda-feira (15).
“Em nenhum momento eu me recusei a assinar o documento, até porque ainda não tem informações concretas do TCE e quem tem que decidir isso [a CPI do Fundeb] é a Câmara, mas a gente está de recesso e os outros vereadores viajando. O Rodrigo está falando por aí que ele é o autor da CPI, sendo que a CPI tem que ser feita pela Câmara e não por um só.
Sassá afirmou, também, que mandou um áudio no grupo de mensagens dos vereadores criticando a atuação de Guedes em querer conseguir as assinaturas no período de recesso parlamentar.
“Eu já mandei um áudio lá no grupo dos vereadores dizendo que isso está errado e os outros vereadores estão até chateados com a forma que ele está fazendo isso. Ele não é leso, ele sabe que a Câmara só volta a funcionar em fevereiro. A gente tem que ter o papel em mãos, ter acesso ao que está escrito para poder assinar. Ele está fazendo palanque político”, afirma.
Questionado pela reportagem sobre a recusa do colega em assinar o requerimento, Guedes disse: “o que cria CPI é um requerimento. É justamente isso que se assina. Esse é o documento oficial que se cria a CPI e se ele assinar ficam faltando só 11”.
CPI do Fundeb
A briga pela abertura da CPI do Fundeb cujo objetivo é investigar onde está sendo/foi aplicado o recurso público, pois este não foi pago à categoria no final de 2023, como deveria ter sucedido, tem movimentado o tabuleiro político em Manaus.
O prefeito David Almeida (Avante) é o principal alvo das críticas da categoria, bem como a sua irmã, Dulce Almeida, secretária de Educação Municipal. David alegou que não fez o pagamento do abono porque a Prefeitura não tinha saldo suficiente.
A pressão para explicar sobre a aplicação do fundo chegou ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que cobrou esclarecimentos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) no dia 28 de dezembro do Diário Oficial Eletrônico (DOE), mas só foi publicada à imprensa no dia 3 de janeiro.
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Caio André (Podemos), e outros parlamentares que integram a 18ª Legislatura da Câmara Municipal de Manaus (CMM), também oficializaram uma solicitação à Semed pedindo informações a respeito do não pagamento do Fundeb.
A divulgação do pedido ocorreu nas primeiras horas da manhã do dia 4 de janeiro, menos de 24 horas após a Yara Lins cobrar da secretária municipal de Educação, Dulce Almeida, esclarecimentos.
A partir desse momento, professores reuniram-se em frente à CMM para fazer uma manifestação em favor da causa e afirmaram que a Casa legislativa tem condições de abrir o inquérito para investigar a Semed e seguem pedindo apoio dos vereadores.





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